Dra. Flávia Porcaro Muratori. PSICÓLOGA CLÍNICA. Endereço: Avenida Tiradentes, 585, centro. SÃO JOÃO DEL REI, MG. Telefones: (32) 3371-9178 ou (32) 99924-9178. Atendimentos: Psicoterapia Individual – Psicoterapia de Casal – Psicoterapia de Família – Neurofeedback

Neurofeedback no New York Times

New York Times

N E U R O F E E D B A C K
G A N H A   N O T O R I E D A D E
E   C H A M A  A   A T E N Ç Ã O   D O S   L A B O R A T Ó R I O S.

Por Claudia Lindenmeyer

Sente-se em uma cadeira, de frente para a tela de um computador, enquanto o médico coloca eletrodos em seu couro cabeludo, fixados por uma gosma viscosa que levará dias para sair do cabelo.

O fios presos aos sensores estão conectados a um computador programado para responder à atividade de seu cérebro.

Tente  relaxar e se concentrar. Se  o seu  cérebro secomportar conforme desejado, aparecerão sons suaves e efeitos visuais, como imagens da explosão de estrelas ou um campo de flores. Caso contrário, você obterá o silêncio, uma tela escura e flores murchas.

Isso é neurofeedback, uma espécie de biofeedback para o cérebro o qual, segundo os médicos, pode tratar uma série de doenças neurológicas – entre elas o transtorno de déficit de atenção por hiperatividade, a depressão, a ansiedade e o autismo – permitindo que os pacientes alterem suas ondas cerebrais através da prática e repetição.

O procedimento é polêmico, caro e demorado. Um período médio de tratamento, composto por pelo menos 30 sessões, pode custar US$ 3.000 ou mais, e são poucos os planos de saúde que oferecem cobertura. Apesar disso, sua popularidade vem crescendo.

Cynthia Kerson, diretora executiva da Sociedade Internacional de Neurofeedback e Pes-quisa, um grupo de apoio aos profissionais deste campo da medicina, estima que 7.500 profissionais de saúde mental nos Estados Unidos já oferecem o procedimento e que mais de 100.000 americanos experimentaram o tratamento na última década.

O tratamento também tem chamado a atenção de pesquisadores renomados, inclusive alguns que já foram céticos sobre o assunto.

O Instituto de Saúde Mental dos Estados Unidos patrocinou recentemente seu primeiro estudo de neurofeedback para o TDAH (transtorno de déficit de atenção por hiperatividade): um estudo de meta-análise com 36 indivíduos.

Os resultados serão anunciados no dia 26 de outubro, durante o congresso anual da Academia Americana de Psiquiatria Infantil e Adolescente.Em uma entrevista recente, Eugene L. Arnold, diretor do estudo e professor emérito de psiquiatria na Universidade Estadual de Ohio, disse que já foi observada “uma boa melhora” no comportamento de muitas crianças, conforme relatado por pais e professores.

Arnold afirmou que se os resultados provarem que o neurofeedback faz a diferença, ele vai buscar financiamento para um estudo mais amplo, com cerca de 100 indivíduos.

John Kounios, professor de psicologia da Universidade de Drexel, publicou um pequeno estudo em 2007, sugerindo que o tratamento acelera o processo cognitivo em idosos. “Não há dúvida de que o neurofeedback funciona, de que as pessoas podem alterar a atividade cerebral”, diz.

“As grandes questões ainda não respondidas dizem respeito ao modo como ele funciona e como ele pode ser usado para tratar doenças.” Russell A. Barkley, professor de psiquiatria na Universidade de Medicina da Carolina do Sul e especialista em déficit de atenção, negou por muito tempo que o neurofeedback pudesse ajudar.

Barkley diz que foi convencido a reconsiderar depois que cientistas holandeses publicaram uma análise de estudos internacionais recentes, em que foram encontradas reduções significativas na impulsividade e falta de atenção.

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Comentários em: "Neurofeedback no New York Times" (2)

  1. Fábio disse:

    Olá Flavia. Que bom vc nos manter informados das noticias sobre neurofeedback no New York Times. Adorei.

    • Oi Fábio. Pretendo sempre divulgar as notícias mais relevantes na mídia sobre o neurofeedback. Dê sempre uma olhada no blog. Abraço. Flávia.

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